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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

JACOB SALVADOR ZVEIBIL
(Biografia)

          Filho de imigrantes judeus russos, Carlos Zveibil e Maria Kohan Zveibil.
          Nasceu em 17/04/1911 em Porto Alegre, RS. Teve uma infância e adolescência de menino muito pobre. Era porém, muito perseverante e como se diz hoje em dia, "de muita garra".
          Vendeu pentes, sabonetes e carteirinhas e foi engraxate para sobreviver. Nunca deixou de estudar e sempre falando disso com muito orgulho. Trabalhou a noite como revisor de jornais.
          Já no início da adolescência manifestou interesse pela cultura e pela política. Frequentava no Rio de Janeiro, onde morava, a Assembléia Legislativa e anotava os discursos dos parlamentares, fazia o mesmo ao ouvir no rádio os discursos dos presidentes da república. Assistia palestras de pessoas ilustres e tomava nota de tudo.
          Desde cedo recortava e colecionava artigos de jornais e revistas que lhe interessavam. Aliás, esse hábito Jacob conservou durante toda a vida. A leitura era seu "hobby". Sempre estudou com grandes dificuldades. Deixou uma biblioteca cujo acervo foi calculado em alguns milhares de livros e publicações.
          Já morando em  São Paulo, quando Jacob resolveu seguir carreira, optou pela Medicina. Logo depois teve que deixar essa idéia, pois o curso não lhe dava a oportunidade de trabalhar e estudar. Tentou a faculdade de Filosofia, mas o problema era sempre o mesmo. Felizmente foram criados na época os cursos da faculdade de Economia, que funcionavam à noite. Na mesma escola da Rua Oiapoque, no Brás onde lecionava contabilidade, formou-se em Economia, e no dia de sua formatura recebeu o convite para ser professor. Esta carreira ele conservou até o fim de sua vida.
          Durante 40 anos lecionou com amor e recebeu o carinho de seus alunos. Foi um professor muito humano e muitas vezes ajudou os seus alunos mais necessitados, sabendo de suas dificuldades. Grandes personalidades que se projetaram na vida pública foram seus alunos, o que lhe dava muito orgulho.
          Em 1950 casou-se com Mindel Zveibil e tiveram duas filhas: Leonora e Irene.
          Nos 30 anos de vida pública Jacob Salvador Zveibil alcançou cinco legislaturas e deixou um nome respeitado e honrado.
          Foi professor durante 40 anos e também diretor de várias faculdades.Candidato a vereador, deputado estadual durante 30 anos e líder dos governadores Carvalho Pinto e Abreu Sodré.
Redigiu muitos projetos e leis. Diretor da Carteira Industrial da Caixa Econômica Federal, superintendente do INPS de São Paulo.
          Escolhido em 1985 para ser o secretário da cultura de São Paulo, falecendo no dia de sua posse.
Várias obras receberam seu nome:
Escola Estadual Jacob Salvador Zveibil, em Taipas,
Av. Dep. Jacob Salvador Zveibil, no Morumbi,
Centro Cultural Jacob Salvador Zveibil, no Jabaquara,
Creche Infantil Jacob salvador Zveibil,
Viaduto Jacob Salvador Zveibil, na Rodovia Raposo Tavares. 
          Infelizmente o Brasil perdeu esse homem ilustre em 2 de janeiro de 1986, no dia de sua posse como secretário da cultura de São Paulo.Uma pessoa a ser admirada, não somente pelo que fez, mas principalmente por sua determinação em evoluir...

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

CUIDANDO DO NINHO


Trabalho realizado em 2016 na disciplina de Sociologia pelas 1ªs séries A/B/C/D/E/F/G/H/I/J/K/O
Parabéns a todos os envolvidos na execução do trabalho. Profº Valter.

     Este trabalho teve como foco a gravidez na adolescência. Foi solicitado uma reflexão sobre todos os desdobramentos que uma gestação nessa fase da vida acarretaria.
     Para a elaboração do trabalho foi solicitado aos alunos que produzissem um boneco a partir de uma bola de isopor caracterizando-a com feições humanas (cabelos, olhos, boca, nariz etc).
     Foram também instruídos a levarem o "bebê" a todos os lugares possíveis e que fossem registradas todas as formas de reações e comentários a respeito do trabalho.
O "bebê" deveria ter toda sua documentação (certidão, vacinação, RG, etc.) e os acessórios como roupas, mamadeira, chupeta, berço ficaria a cargo do aluno. Quanto mais próximo do real o trabalho se apresentasse, a nota seria de acordo ressaltando além da questão da mensuração a importância da reflexão sobre o trabalho.
     Também foi solicitado a elaboração de um diário desde o primeiro dia do "bebê" com todos os acontecimentos devidamente relatados.
Os alunos também deveriam responder algumas questões a fim de promover a reflexão.

Como o "bebê" influenciou sua vida diária?
Quais dificuldades apareceram durante o processo?
Durante o processo surgiram sentimentos?
Por que há casais sem filhos?
Que aprendizado você teve com a elaboração desse trabalho?

     Após a elaboração e a entrega dos trabalhos foi promovida uma mesa redonda discutindo-se os resultados observados.

Não sabia que era tão difícil assim.
Não gostei.
É muita responsabilidade.
Amei.
Meus irmãos queriam brincar com meu "bebê".
Meus pais me ajudaram.
Acho que estou pronto (a) pra ser pai (mãe).
Minha família pensou que eu estivesse louco (a)
Esse professor é louco.

Ficam algumas frases:
Não basta ser pai, tem que participar.
Ser mãe é padecer no paraíso.
Gerar é fácil, difícil é educar, alimentar, prover.
Filhos, por que tê-los? Por que não tê-los?
Mamãe eu acho que estou ligeiramente grávida.

Obs.: O bom desse trabalho foi perceber que todos se envolveram, elaboraram com alegria, com empenho. Gerou também rivalidades entre os alunos pra decidir qual trabalho (bebê") era o mais bonito, mas tudo isso de uma forma muito saudável. No fim todos acabavam rindo.